quinta-feira, 9 de junho de 2011

Homem forte

E o homem forte chorou...
Lágrimas verdadeiras.
Como criança, ele chorou.
Todos viram
Ninguém falou...
O poder da máquina enervou o sangue do homem forte.
A noite que sempre acalmou
hoje estraçalhou o nervo.
O jornal que sempre acolheu
hoje foi jogado no chão.
A tosse seca,
óculos pesando as rugas,
bigode aumentando o formato da boca.
Ninguém o ajudou...
 O cigarro barato, no cinzeiro sujo;
a televisão ligada, falando sozinha...
O homem forte.
O homem sério.
O homem tudo...
Perdeu-se na amplidão do nada
E chorou...

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