Quando e se as imagens do passado arrombarem as portas do presente;
e os fatos vividos forem mais interessantes que o hoje
Quando e se não houver mais nada,
Mais nada para se preocupar, mais nada para pensar
a não ser a monotonia de horas lentas, arrastadas, horas mornas na lembrança;
Quando a fala ficar pastosa
e o olhar perdido em nítida lembrança
Quanda não importar mais se há chuva, ou o sol, ou o frio
e se a memória fraquejar, não se fixando na roupa, no fato de ontem ou no almoço já servido...
Deixe-se ficar no canto conhecido - mesmo que seja o canto da saudade;
com a música tocada e entoada embalando o sono
povoado de sonho tão conhecido e não vivido;
Segure uma mão qualquer, aperte
e deixe-se levar nas espumas do esquecimento
nos acenos de adeus.
Durma... só durma...
(Em 15/04/11)
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