Mesmo que o coração derrame em vertentes poderosas, as águas salgadas da dor;
Mesmo que a mente se recuse a aceitar o choque de uma realidade nem sonhada;
Mesmo que cada músculo, cada célula do corpo estejam paralisados, quase estagnados pela surpresa ingrata do momento;
Mesmo que não haja mais motivos nem vontades...
É possível ainda sorrir,
e aquietar a mente
e massagear o músculo e revigorar a célula
e serenar
e regar a vida
e comemorar o sol, a flor, o pássaro, o encanto do céu
e consertar o coração
e acordar...
Há um lindo sol borbulhando luzes em algum lugar escondido da lembrança.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Fazer de novo
Faço-me caminhante, caminho e destino.
Caminhante de ruas conhecidas
ou de estradas ainda não percorridas
só vistas na imaginação de noites insones.
Faço-me destino na tentativa utópica de dias perfeitos.
Faço-me carro na hora da pressa
e lembrança na hora da saudade.
Faço-me mão e companhia para o descanso.
Faço-me ouvidos para a história contada.
Às vezes, faço-me sonho e então, me faço sofá.
Mas já me desfiz em angústias, tristezas
e em preocupação.
Já me desfiz também, de algumas esperanças por constatar que muitas coisas não mudam.
Já me desfiz em lágrimas e hoje me faço aceitação.
Caminhante de ruas conhecidas
ou de estradas ainda não percorridas
só vistas na imaginação de noites insones.
Faço-me destino na tentativa utópica de dias perfeitos.
Faço-me carro na hora da pressa
e lembrança na hora da saudade.
Faço-me mão e companhia para o descanso.
Faço-me ouvidos para a história contada.
Às vezes, faço-me sonho e então, me faço sofá.
Mas já me desfiz em angústias, tristezas
e em preocupação.
Já me desfiz também, de algumas esperanças por constatar que muitas coisas não mudam.
Já me desfiz em lágrimas e hoje me faço aceitação.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Encanto e desencanto
Encanto-me, às vezes, com coisas simples até...
O cuidado canino nas lambidas do companheiro;
a gérbera que desabrochou linda, mas faltando um pedaço da pétala;
nos botões minúsculos da flor de maio que se tornam perfeitas em poucos dias;
Encanto-me com pessoas, com olhares sinceros, com falas mansas que dizem muito de uma vida;
com a simplicidade ingênua da criança, no riso, na gargalhada do bebê...
Encanto-me com a tecnologia tão presente que traz quem está longe num toque de botão (bendito skype!!!)
Mas às vezes perco o encanto.
As emoções às vezes me sacolejam.
Decepções têm o poder de me bambear as pernas
e eu até me recuso a andar.
Expectativas frustradas há muito me entristecem...
E ainda tem os monstros que atormentam, as sombras que invadem, as palavras não ditas...
Mas, teimosamente me reinvento
e procuro de novo o encanto no canto escuro,
no canto cantado e a toada de uma vida se faz canção novamente.
E a reinvenção de mim aparece cantando, dançando, falando e rindo... encantada...
O cuidado canino nas lambidas do companheiro;
a gérbera que desabrochou linda, mas faltando um pedaço da pétala;
nos botões minúsculos da flor de maio que se tornam perfeitas em poucos dias;
Encanto-me com pessoas, com olhares sinceros, com falas mansas que dizem muito de uma vida;
com a simplicidade ingênua da criança, no riso, na gargalhada do bebê...
Encanto-me com a tecnologia tão presente que traz quem está longe num toque de botão (bendito skype!!!)
Mas às vezes perco o encanto.
As emoções às vezes me sacolejam.
Decepções têm o poder de me bambear as pernas
e eu até me recuso a andar.
Expectativas frustradas há muito me entristecem...
E ainda tem os monstros que atormentam, as sombras que invadem, as palavras não ditas...
Mas, teimosamente me reinvento
e procuro de novo o encanto no canto escuro,
no canto cantado e a toada de uma vida se faz canção novamente.
E a reinvenção de mim aparece cantando, dançando, falando e rindo... encantada...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
2011
Caminho vagarosa por 2011 ainda ouvindo o eco dos passos de 2010...
Tinha sons
Tinha sino dos ventos na janela
Tinha filtro dos sonhos no teto
Tinha risos e piadas...
às vezes até confundo os meses
e não me lembro de outubro...
Ciclos se fecharam- alguns definitivos, outros pontilhados - em outubro
e depois embolou
Lutos e perdas precisando de elaboração
e outubro passou...
Hoje, os dias de 2011 são peças combinadas e ajuntadas com perfeição formando desenhos do presente no quebra-cabeça do "destino"...
O solo está sendo pavimentado, formado e concluído
...é só caminhar por ele...
Tinha sons
Tinha sino dos ventos na janela
Tinha filtro dos sonhos no teto
Tinha risos e piadas...
às vezes até confundo os meses
e não me lembro de outubro...
Ciclos se fecharam- alguns definitivos, outros pontilhados - em outubro
e depois embolou
Lutos e perdas precisando de elaboração
e outubro passou...
Hoje, os dias de 2011 são peças combinadas e ajuntadas com perfeição formando desenhos do presente no quebra-cabeça do "destino"...
O solo está sendo pavimentado, formado e concluído
...é só caminhar por ele...
E a angústia da dor se foi...
E seu suspiro se foi...
O último
E a primavera ainda nem tinha chegado...
Aos poucos seu brilho se foi
e ficamos nós
nos seus pedaços deixados
à procura do olhar, da mão, do consolo, do abraço...
A noite se fez rápido
e, agora, custa a passar
e no escuro me lembro de você
Sem sono, sem sonho
E você se foi... silenciosa no último suspiro
Saudades, MÃE...
(Em 20/09/10)
E seu suspiro se foi...
O último
E a primavera ainda nem tinha chegado...
Aos poucos seu brilho se foi
e ficamos nós
nos seus pedaços deixados
à procura do olhar, da mão, do consolo, do abraço...
A noite se fez rápido
e, agora, custa a passar
e no escuro me lembro de você
Sem sono, sem sonho
E você se foi... silenciosa no último suspiro
Saudades, MÃE...
(Em 20/09/10)
Quando e se...
Quando e se as imagens do passado arrombarem as portas do presente;
e os fatos vividos forem mais interessantes que o hoje
Quando e se não houver mais nada,
Mais nada para se preocupar, mais nada para pensar
a não ser a monotonia de horas lentas, arrastadas, horas mornas na lembrança;
Quando a fala ficar pastosa
e o olhar perdido em nítida lembrança
Quanda não importar mais se há chuva, ou o sol, ou o frio
e se a memória fraquejar, não se fixando na roupa, no fato de ontem ou no almoço já servido...
Deixe-se ficar no canto conhecido - mesmo que seja o canto da saudade;
com a música tocada e entoada embalando o sono
povoado de sonho tão conhecido e não vivido;
Segure uma mão qualquer, aperte
e deixe-se levar nas espumas do esquecimento
nos acenos de adeus.
Durma... só durma...
(Em 15/04/11)
e os fatos vividos forem mais interessantes que o hoje
Quando e se não houver mais nada,
Mais nada para se preocupar, mais nada para pensar
a não ser a monotonia de horas lentas, arrastadas, horas mornas na lembrança;
Quando a fala ficar pastosa
e o olhar perdido em nítida lembrança
Quanda não importar mais se há chuva, ou o sol, ou o frio
e se a memória fraquejar, não se fixando na roupa, no fato de ontem ou no almoço já servido...
Deixe-se ficar no canto conhecido - mesmo que seja o canto da saudade;
com a música tocada e entoada embalando o sono
povoado de sonho tão conhecido e não vivido;
Segure uma mão qualquer, aperte
e deixe-se levar nas espumas do esquecimento
nos acenos de adeus.
Durma... só durma...
(Em 15/04/11)
Contas
Faço de conta que a distância é curta
e que a separação é temporária
e que a ausência não será sentida, visto ser provisória...
Faço de conta que em breve estaremos juntas
e que você virá p o almoço de domingo
e que seu riso vai iluminar a manhã...
faço de conta que conto as horas...
E de conta em conta, escrevo o conto do encontro
e, que , estando juntas,
coração amenizado, o peito sereno,
deixe de derramar as saudades em lágrimas,
como no conto, que de tanto contar os dias é só mais uma conta...
E eu faço de conta...
(Portugal, 30/08/2010)
e que a separação é temporária
e que a ausência não será sentida, visto ser provisória...
Faço de conta que em breve estaremos juntas
e que você virá p o almoço de domingo
e que seu riso vai iluminar a manhã...
faço de conta que conto as horas...
E de conta em conta, escrevo o conto do encontro
e, que , estando juntas,
coração amenizado, o peito sereno,
deixe de derramar as saudades em lágrimas,
como no conto, que de tanto contar os dias é só mais uma conta...
E eu faço de conta...
(Portugal, 30/08/2010)
Em Portugal
Acordes solitários para ouvidos desatentos
Passos pisados em solo melancólico, histórico e conhecido
Olhos fechados para um mundo de cores e abertos para alma
"Olhos de ver" o que realmente importa para as emoções
E o vento
E o ar de verão
E a brisa morna não trazem refrigério para as angústias repetidas
Mar de muitas viagens
Pedras de muitas vidas
Silêncio contido e represado na alma
Luzes mostrando nostalgia no olhar
E o som se perde no barulho da noite...
(Em Portugal - 28/08/10)
Passos pisados em solo melancólico, histórico e conhecido
Olhos fechados para um mundo de cores e abertos para alma
"Olhos de ver" o que realmente importa para as emoções
E o vento
E o ar de verão
E a brisa morna não trazem refrigério para as angústias repetidas
Mar de muitas viagens
Pedras de muitas vidas
Silêncio contido e represado na alma
Luzes mostrando nostalgia no olhar
E o som se perde no barulho da noite...
(Em Portugal - 28/08/10)
domingo, 22 de maio de 2011
Domingo com encanto
Falar e ver...
Curtir seu sorriso e te fazer rir e me fazer rir também...
A noite já apareceu mas as estrelas de vocês pemanecem durante o dia... e durante a semana e durante os dias que estamos tão próximos e tão distantes...
Emoção pura curtida à distância...
Obrigada por tudo isso...
Sinto saudades e amo vocês
Curtir seu sorriso e te fazer rir e me fazer rir também...
A noite já apareceu mas as estrelas de vocês pemanecem durante o dia... e durante a semana e durante os dias que estamos tão próximos e tão distantes...
Emoção pura curtida à distância...
Obrigada por tudo isso...
Sinto saudades e amo vocês
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